- Eis o Barril de Alva,
surgindo no labirinto de montes e vales.
Ai de mim, que não sei pintar
nem descrever metade das suas maravilhas
com que os meus olhos se deleitam.
Os pinheiros cobrindo a encosta escarpada,
o musgo que o sol abrasou,
os vales profundos de arbustos inclinados;
o rio Alva, que no inverno transborda barrento,
no verão azul, é meigo e sereno.
Nas suas margens, os verdes ramos
transformam-se nas cores do arco-íris,
beijando a nora
que a força da água movimenta,
e no anúncio da primavera
o rouxinol canta na ramada dos salgueiros,
e olha os peixes através da água cristalina
numa cena de rara beleza.
...Ai de mim, que não sei pintar
nem descrever metade das maravilhas da minha terra.
Armando Bernardo
Colaboração dos Leitores


